5/27/2016

O silêncio dos indecentes, por Durval Muniz de Albuquerque jr

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Onde estão as panelas indignadas de alguns meses atrás? Por que a burguesia rica, as classes médias dos bairros nobres das cidades brasileiras emudeceram suas panelas? Por que diante de Jucás, Cunhas, Temers o silêncio se faz ouvir? Não vemos letreiros em neon em frente a sede da FIESP, realmente uma entidade que se notabiliza pelo combate a corrupção. Onde está o pato amarelo a essa altura? talvez vermelho de vergonha. Os sonegadores e pagadores de propina, que se diziam indignados com a corrupção, também emudeceram. Onde estão os atores William Bonner e Renata Vasconcelos para no Jornal Nacional nos apresentar de forma dramática o dignificante diálogo entre Jucá e Machado? Será que vão perder essa oportunidade de se candidatarem ao Oscar da desfaçatez e do cinismo? Onde estão os Katiguri, os revoltados on line e off line, onde estão os rapazes indignados com a corrupção, aqueles trogloditas que atacaram pessoas na Av. Paulista por usar vermelho e que insultaram toda e qualquer pessoa vista como petista, onde está o ruído de sua brutalidade e ignorância? O Ministro Gilmar Mendes vai aparecer quando sorrindo ao lado de Jucá? Ele deve ser chamado a dar uma disciplina em seu curso de pós-graduação em direito. Será que a Ministra Rosa, aquela que condena sem provas porque a literatura permite, entendeu agora porque o golpe é golpe? Ele foi descrito com todas as letras. Cadê as entidades médicas, defensoras de que a população fique sem médicos e sem saúde, não vem a público fazer nenhuma declaração, tiveram algum mal súbito? Onde está a digníssima OAB, de gloriosa memória, o que tem a dizer sobre os episódios de hoje, nada a dizer sobre o ocorrido, ainda está consultado se há caso igual na jurisprudência ou na indecência mundial? Onde está a fascista Veja, nenhuma capa e edição extraordinária estampando a cara de mais um bastião da moralidade pátria assim como fez com Demóstenes Torres? Cadê o presidente usurpador, silêncio, nenhum pronunciamento a nação explicando porque segundo Merval Pereira, eu disse Merval Pereira, ele não pode demitir Jucá. Pergunta que não quer calar, nesta hora em que todos os indecentes calam: por que ele não pode demitir Jucá, Merval? O que ele sabe de Temer e vc sabe dos dois? Não vai haver nenhuma manifestação domingo em todas as cidades do Brasil? Ninguém vai sair de camisa amarela por aí xingando Deus e o mundo, nenhum carro de som patrocinado pelo instituto Millennium, nenhum mega-fone vai berrar contra a corrupção? Lobão onde estará e Luciano Hulk e o Batman e a musa do impeachment e a Ana Maria Braga com o colar de tomates e a Miriam Leitão, e o Roger, não vão cantar nem uma canção para Jucá? Alexandre Frota a gente sabe que não está falando nada, parece que está se candidatando para resolver o problema daquele citado que será "o primeiro a ser comido", talvez o citado prefira o Ronaldão. Agora que a seleção do Dunga vai entrar em campo sob os cuidados do deputado do helicóptero do pó, que tal retomarem as camisetas amarelas e voltarem as ruas para comemorar a declaração do Jucá? Em tão poucos dias não ouço mais fogos de artifício, vejo muita gente procurando um artificio para dizer que nada tiveram a ver com o que está ocorrendo, não foram culpados de uma presidenta honesta que estava deixando apurar tudo ser retirada por uma quadrilha. Agora vcs não dizem nada, mas quando deviam ter ficado calados não ficaram, em sua santa ignorância política. Por que agora tudo o que ouço é o silêncio dos indecentes?

Durval Muniz Jr. é historiador e professor titular da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).


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5/26/2016

Frente de Mulheres de Movimentos do Cariri promovem manifesto contra a violência

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O município de Barbalha, na região metropolitana do cariri, será palco na manhã deste domingo, 29 de maio, de uma grande mobilização proporcionada pela Frente de Mulheres de Movimentos do Cariri.

Com o apoio de diversos movimentos sociais, como o Grupo de Valorização Negra do Cariri (GRUNEC), a mobilização, também chamada de marcha tem como pano de fundo o desaparecimento da jovem Rayane Alves Machado desde o dia 19 de março quando deixava o trabalho no município de Crato. De acordo com a Frente de Mulheres o ato se dará a partir das 09h00 da manhã com concentração na Praça do Video e terá como eixo norteador o combate a violência contra as mulheres no cariri.

O grupo que se move por ações anti-capitalista, anti-racista, anti-sexista, anti trans les homofóbica dará visibilidade também o extermínio da juventude negra e periférica, a lesbo-bi-homo-transfobia, assim como também a violência nas universidades. Antes do ato haverá oficina de turbantes, falas políticas e culminando com a distribuição do manifesto.

Confira abaixo o cartaz de divulgação




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Proposta levada por Frota a ministro da Educação é considerada absurda

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A visita do ator Alexandre Frota e de membros do grupo Revoltados Online ao ministro da Educação, Mendonça Filho, e a pauta que eles levaram para discutir - sobre uma escola sem partido - foram bastante criticadas. Para especialistas em educação ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo, a proposta pode tanto ser interpretada como um atentado à liberdade de cátedra quanto uma distorção do papel do educador de oferecer o melhor do conhecimento disponível, com suas contradições, aos alunos.
Publicado Originalmente no Uol Notícias

Para o físico José Goldemberg, presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo e ex-reitor da Universidade de São Paulo, trata-se de um posicionamento retrógrado.

Não é possível não se discutir filosofia e política nas escolas. O que a gente chama de política é algo que Platão fazia há 2.500 anos. É claro que temos de evitar que um professor dissemine política partidária, mas não puni-lo."

José Goldemberg, ex-reitor da USP

Ele diz acreditar que isso se resolve com as bases curriculares. "E para limitar a discussão de assunto em escolas, quem deve decidir não são grupos de militantes, mas de educadores. Se o ministro acha que tem de enfrentar esse assunto, que crie uma comissão com o mais alto nível de educadores - que são muitos no Brasil", disse.

"Agora fico admirado que o ministro da Educação vá se preocupar com isso no começo da gestão, quando há tantos problemas mais agudos para resolver. Me parece retrógrado e obscurantista. Aí amanhã vão querer proibir educação sexual, que vai gerar muito mais problemas. Ou querer o criacionismo no lugar da evolução. Negar isso é andar para trás", criticou.

Diretor científico do Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas da USP, o cientista social José Álvaro Moisés defendeu que o fato de receber o grupo não configura por si só um problema, mas se houve sinalização de apoio ao tema, sim.

"Faz parte do papel do ministro receber pessoas que queiram apresentar propostas de qualquer natureza. Tem de receber pessoas independentemente da opinião para ouvi-las", disse.

Mas ouvir não quer dizer concordar e aceitar. Criar uma lei para punir professores que adotem posturas ideológicas não faz o menor sentido. É uma atitude contra a liberdade de expressão e de cátedra e não deve ser aceita pelo governo."

José Álvaro Moisés, cientista social

Controvérsias

Para o filósofo Renato Janine Ribeiro, professor de Ética e Filosofia Política da USP e ex-ministro da Educação, de abril a setembro de 2015, a proposta fere o próprio conceito de educação. "A pretexto de reduzir algum caráter ideológico do ensino, essa proposta coloca em risco todo o ensino. No limite, não se vai poder falar de ciência, do que as ciências sociais e políticas descobriram nos últimos 200 anos. Isso é contra a modernidade", disse.

"As ciências humanas têm estudos do socialismo ao capitalismo. Não se pode confundir o ensino das controvérsias que existem na ciência com ideia de doutrinação ou com partido político. Isso é um golpe contra o conhecimento. Estudar Karl Marx é necessário nas ciências sociais, mas não quer dizer quem estuda Marx vira marxista. Não é à toa que quem propõe isso não é exatamente uma referência científica ou em educação", complementou.

Considero um sinal perigoso que o ministro aceite dialogar sobre educação com quem não tem contribuições a fazer sobre educação."

Renato Janine Ribeiro, ex-ministro da Educação

Resposta

"Este ministério comporta a pluralidade e o respeito humano a qualquer cidadão", justificou-se o ministro Mendonça Filho, destacando que as reações gerais ao encontro teriam sido exageradas e configurariam "discriminação" com o ator. "Não discrimino ninguém, porque respeito a liberdade de cada pessoa para fazer suas escolhas de vida."

O ministro relatou que conheceu Frota e o "pessoal" do Revoltados Online durante os atos pró-impeachment de Dilma Rousseff. "Não vejo problema na visita.


Discriminação é algo tão abominável e tão mal visto por todos os cidadãos com postura civilizada, que o fato de receber um ator como Alexandre Frota é uma questão que absolutamente deve ser respeitada", falou, julgando-se uma pessoa "não sectária".


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5/25/2016

25 de Maio de 1963 o dia do primeiro e grande passo em direção a liberdade

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Hoje dia 25 de maio é exaltado mais um dia de conquista e reflexão ao povo negro. É comemorado o Dia da África ou Dia de Libertação da África.

Publicado originalmente no portal Palmares

A data refere-se ao dia em que 32 chefes de estado africanos reuniram-se em Addis Abeba, Etiópia, no dia 25 de maio de 1963. Encontro que teve como objetivo, defender e emancipar o continente africano, libertando-o do colonialismo e do apartheid.

Os líderes presentes com o objetivo de tirar a África das mãos do domínio Europeu, assinaram uma carta de fundação e criaram a OUA (Organização de Unidade Africana). A divisão da África entre os europeus foi definida pela Conferência de Berlim, entre os anos de 1884 e 1885, e dava aos europeus o direito às riquezas humanas e naturais do continente.

A Organização das Nações Unidas (ONU), ao ver a importância desse encontro, instituiu em 1972 o Dia da África. O dia também representa também um profundo significado da memória coletiva dos povos do continente e a demonstração de objetivo comum de unidade e solidariedade dos africanos na luta pelo desenvolvimento econômico do continente.

A OUA, mostrou-se incapaz de resolver os conflitos surgidos continuamente em toda a parte do continente, os indicadores econômicos ainda não eram animadores, e em várias partes do continente os ocorriam golpes de estado e guerras civis.

Assim, no dia 12 de Julho de 2002, o último presidente da OUA, o sul-africano, Thabo Mbeki proclamou solenemente o fim da Organização de Unidade Africana e o nascimento da União Africana (UA), com foco ainda em superar os desafios que o continente estava tendo.

Contundo, resolveu-se manter a comemoração do Dia da África no dia 25 de Maio, pois foi a data em que foi tomado o ponto de partida do desejo de uma África livre, com seus governos, sonhos, desenvolvimento e progresso.

O Dia da África é celebrado em diversos países ao redor do mundo. No Brasil esse dia serve pra promover o reconhecimento da importância da interseção da história e da cultura africana com a história brasileira e mais uma oportunidade para organizar festividades culturais como, exposições, filmes, debates e conferências sobre questões importantes para o povo negro.

Apesar dessa comemoração ocorrer em diversos países do mundo e em todos países do continente africano. Somente em Gana, Mali, Namíbia, Zâmbia e o Zimbabwe, tem o Dia da África, como feriado.




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Medida econômica de Temer não mexe com os ricos, mas promove arrocho nos pobres

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O pacote de medidas para a economia anunciado nesta terça-feira, 24, pelo presidente interino Michel Temer e pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tem como característica principal o arrocho na área de maior impacto na população, a social.

Publicado no Pragmatismo Político

Michel Temer pretende aprovar no Congresso um limite para o crescimento da despesa federal, uma emenda à Constituição que proíba a despesa de um certo ano crescer mais que a inflação do ano anterior. Neste teto entram despesas como Saúde e Educação. Para valer, dependerá de aprovação, pelo Congresso, de uma emenda constitucional (o que exige 3/5 dos votos).

O jornalista Leonardo Sakamoto lembrou que nas últimas décadas, o aumento desses gastos têm sido acima da inflação, em parte para responder às demandas sociais presentes na Constituição de 1988 e tentar reduzir o imenso abismo social do país. E, mesmo assim, a qualidade do serviço público segue insuficiente para a garantia da dignidade da população. Portanto, cada aumento que deixa de ser repassado, é uma situação precária que se cristaliza.

Isso não é criminalizar quem é rico, como muito tem se falado toda vez que se toca nesse assunto. Mas rediscutir um sistema que, em todos os momentos, de crise ou de bonança, faz com que os muito ricos sejam poupados, enquanto os mais pobres vão virando geleia. Padrão adotado, a bem da verdade, em maior ou menor grau, por todos os governos desde Tomé de Sousa”, diz Sakamoto.

Para aumentar o caixa, o governo ainda pretende pegar o dinheiro do Fundo Soberano do Brasil, com reserva de R$ 2 bilhões para ajudar no abate à dívida pública, e pedir de volta R$ 100 bilhões repassados ao Tesouro pelo BNDES. Esse dinheiro serviria para abater a dívida pública. Mas não se sabe se o plano é juridicamente viável nem como seria possível abater de fato a dívida.

Em nenhum momento se falou de medidas que afetem a parcela mais rica da população. Por exemplo, a taxação de lucros e dividendos de empresas, a regulamentação de um imposto sobre grandes fortunas, um aumento na taxação de grandes heranças ou alteração na tabela do Imposto de Renda, cobrando bem mais de quem ganha mais e isentando a maior parte da classe média.

Fim da poupança do pré-sal

O presidente interino sugeriu ainda uma emenda à Constituição para limitar os gastos públicos e acabar com o Fundo Soberano, espécie de poupança criada em 2008 para usar em períodos de crise.


Segundo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, “a decisão é imediata”. Como acabar com o fundo envolve vender ações do Banco do Brasil, ele disse que “o processo será cuidadosamente avaliado para não haver variação muito grande nos preços” das ações. Logo após o anúncio, as ações do banco chegaram a cair até 4,5%.

Michel Temer e Henrique Meireles.

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Altaneira registra terceira maior chuva do cariri nesta quarta-feira(25)

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Depois de 13 dias ensolarado, o município de Altaneira, na região do cariri, voltou a ter precipitações pluviométricas na manhã desta quarta-feira, 25.

A volta as pancadas de chuvas que tiveram início por voltas das 01h00 da manhã, dando um intervalo e reiniciando às 3h00 e se estendendo por volta 05h00 fez com que baixasse a temperatura, porém, sem dar aos agricultores a esperança de uma constância que permita aumentar de forma considerável o nível do único açude que abastece o município (açude pageú). Dados da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente demonstrou que ele está muito abaixo da sua capacidade e, que provavelmente entre em colapso até agosto deste ano.

Segundo dados colhidos junto a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME) Altaneira registrou neste dia 25 a terceira maior chuva do cariri com 30 mm, atrás apenas de Penaforte e Jardim com 55, 3 e 55 mm, respectivamente.

No acumulativo, o mês de maio em Altaneira teve apenas 60, 5 mm. 3 mm no dia, 3,5 no dia 4 e o dia 12 registrou 21 mm. 

Altaneira tem a terceira maior chuva do cariri nesta quarta-feira (25).

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